
Divulgadores de ciência, comunicadores, jornalistas e pesquisadores das mais variadas áreas vão se reunir nos dias 5 a 7 de setembro na quarta edição do Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciência (EBDC) para discutir como poderiam trabalhar mais em conjunto e, desse modo, ampliar o alcance da produção científica latino-americana e africana.
O Instituto Principia, na cidade de São Paulo, sediará as apresentações e debates que têm como tema “O Sul como Centro”. As vagas presenciais já se esgotaram, mas as mesas principais serão transmitidas gratuitamente pelo Youtube (https://www.youtube.com/c/InstitutoPrincipia). Quem quiser receber um certificado de participação on-line deve se inscrever até 4 de setembro por uma taxa de R$ 50.
“Nessa quarta edição, a equipe organizadora partiu do pressuposto de que devemos reconhecer os conhecimentos e riquezas únicos dos continentes latino-americano e africano”, comenta a relações-públicas Erica Mariosa, uma das organizadoras do evento.
Entre os palestrantes está o historiador Martín López Ávalos, professor e pesquisador do Centro de Estudos Históricos do El Colegio de Michoacán, no México, que falará sobre como a comunicação científica poderia ajudar a fortalecer o reconhecimento da produção de países do Sul global.
A biomédica e pesquisadora indígena Alicia Patrine Cacau Dos Santos, que faz pós-doutorado na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, em Manaus, e a paleontóloga Aline Ghilardi, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), também estão entre os convidados que farão apresentações e participarão dos debates.
Os temas a serem tratados nas mesas-redondas incluem o papel da divulgação científica como estratégia de combate às doenças tropicais negligenciadas, a precarização de artistas e ilustradores científicos com a disseminação da inteligência artificial (IA) generativa e a validação científica de saberes locais e tradicionais. Confira a programação completa.
“Nosso objetivo é criar um espaço de compartilhamento de experiências, desafios e formas de fazer ciência e divulgação científica que considerem as nossas próprias histórias, realidades e necessidades”, explica Mariosa.
A revista Poraquê é uma das parceiras do EBDC 2026, que é organizado pelo Grupo de Pesquisa em Cultura, Educação e Divulgação Científicas da Universidade Estadual de Campinas (CEDiCiências-Unicamp) e pelo Instituto Principia.

