Como a divulgação científica poderia fortalecer a produção de conhecimento?

Essa dúvida deverá nortear os debates da quarta edição do Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciência em setembro, em São Paulo

Evento é realizado no Instituto Principia; acima, registro da edição de 2023 //Wandeclayt Melo /Céu Profundo

Divulgadores de ciência, comunicadores, jornalistas e pesquisadores das mais variadas áreas vão se reunir nos dias 5 a 7 de setembro na quarta edição do Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciência (EBDC) para discutir como poderiam trabalhar mais em conjunto e, desse modo, ampliar o alcance da produção científica latino-americana e africana.  

O Instituto Principia, na cidade de São Paulo, sediará as apresentações e debates que têm como tema “O Sul como Centro”. As vagas presenciais já se esgotaram, mas as mesas principais serão transmitidas gratuitamente pelo Youtube (https://www.youtube.com/c/InstitutoPrincipia). Quem quiser receber um certificado de participação on-line deve se inscrever até 4 de setembro por uma taxa de R$ 50. 

“Nessa quarta edição, a equipe organizadora partiu do pressuposto de que devemos reconhecer os conhecimentos e riquezas únicos dos continentes latino-americano e africano”, comenta a relações-públicas Erica Mariosa, uma das organizadoras do evento. 

Entre os palestrantes está o historiador Martín López Ávalos, professor e pesquisador do Centro de Estudos Históricos do El Colegio de Michoacán, no México, que falará sobre como a comunicação científica poderia ajudar a fortalecer o reconhecimento da produção de países do Sul global. 

A biomédica e pesquisadora indígena Alicia Patrine Cacau Dos Santos, que faz pós-doutorado na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, em Manaus, e a paleontóloga Aline Ghilardi, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), também estão entre os convidados que farão apresentações e participarão dos debates.  

Os temas a serem tratados nas mesas-redondas incluem o papel da divulgação científica como estratégia de combate às  doenças tropicais negligenciadas, a precarização de artistas e ilustradores científicos com a disseminação da inteligência artificial (IA) generativa e a validação científica de saberes locais e tradicionais. Confira a programação completa.

“Nosso objetivo é criar um espaço de compartilhamento de experiências, desafios e formas de fazer ciência e divulgação científica que considerem as nossas próprias histórias, realidades e necessidades”, explica Mariosa. 

A revista Poraquê é uma das parceiras do EBDC 2026, que é organizado pelo Grupo de Pesquisa em Cultura, Educação e Divulgação Científicas da Universidade Estadual de Campinas (CEDiCiências-Unicamp) e pelo Instituto Principia.

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