Elza Berquó em quatro movimentos

Poraquê selecionou alguns momentos menos conhecidos da carreira e da vida da pesquisadora, referência em estudos demográficos no Brasil

A matemática, demógrafa e estatística Elza Berquó, que gostava de reunir pessoas de áreas diferentes para estudar questões da sociedade //Chico Max

No aniversário de 100 anos da matemática, estatística e demógrafa Elza Berquó, em outubro de 2025, em meio a conversas amenas durante a celebração, ela lançou a pergunta: “Quem de vocês está pesquisando IA?”. Silêncio na sala. “Nenhum de nós estava pesquisando inteligência artificial. No meio da festa, ela queria saber se nós estávamos olhando para isso”, contou o sociólogo Luís Eduardo Batista, pesquisador do Instituto Adolfo Lutz da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP). “Esse é o legado dela: levar a gente a se incomodar o tempo todo, se sentir provocado e fazer juntos, compor equipe.”

O depoimento de Batista é um entre muitos que indicam como Berquó valorizava a união de pessoas de áreas diferentes para estudar questões da sociedade ainda pouco entendidas. A história está contada no documentário 100 anos de Elza Berquó: tributo, uma homenagem coordenada e financiada pela Fundação Carlos Chagas (FCC) no ano passado, disponível no YouTube desde abril deste ano. Berquó morreu no dia 16 de julho em São Paulo.

A trajetória de mais de 70 anos de ensino e pesquisa está fartamente relatada em veículos de imprensa, livros e documentários. Os estudos pioneiros sobre a população brasileira, a participação direta na criação de instituições, a responsabilidade pelo ensino formal da demografia no país, os famosos trabalhos sobre reprodução humana e queda da fecundidade, comportamento sexual e saúde da população negra são alguns dos temas que tiveram grande repercussão e passaram a ser levados em conta no planejamento de gestores públicos. Há, no entanto, outros aspectos de sua longa e produtiva vida que envolvem interesses pessoais e intelectuais e merecem ser mais bem conhecidos. Poraquê selecionou quatro deles.

Desenhos
Berquó tinha o hábito de desenhar (ver abaixo). Sandra Garcia, demógrafa e pesquisadora sênior do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), escreveu um pequeno depoimento sobre essa prática a pedido da Poraquê

Desenhos que Berquó realizava em casa ou durante seminários e reuniões, entre eles o “Deusa para proteção ao Estudo Multicêntrico” (à esquerda)

“Convivi com Elza por mais de 30 anos no Cebrap e posso dizer que desenhar fazia parte de sua vida. Ela desenhava em casa, mas também durante seminários, encontros e reuniões. Não era uma atividade exclusivamente reservada aos momentos de folga. “Os desenhos eram mostrados às pessoas de sua convivência mais próxima e alguns deles podem ser vistos em um dos livros dedicados a ela, Encontros – Elza Berquó (2019), publicado pelo Cebrap e pelo Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas (Nepo-Unicamp). 

“Os desenhos têm características interessantes. Há uma forte presença de linhas, simetrias, eixos, repetições e formas que se desdobram umas dentro das outras. Ao mesmo tempo, não são simplesmente geométricos; transitam entre a abstração e formas que lembram olhos, rostos, máscaras, corpos ou seres imaginários. Há neles uma combinação curiosa entre organização e liberdade. É tentador relacionar essas características à formação matemática de Elza, embora eu faça essa aproximação apenas como uma interpretação pessoal. Não me lembro de ela ter dito que seus desenhos derivavam da matemática. Mas é sugestivo que alguém cuja formação intelectual foi tão marcada pela abstração, por relações, estruturas e padrões produzisse espontaneamente desenhos nos quais esses elementos também aparecessem.

“Um deles é particularmente revelador de uma dimensão lúdica de Elza. Abaixo da figura, ela escreveu: ‘Deusa para proteção ao Estudo Multicêntrico’. Acho essa imagem deliciosa: uma cientista de enorme rigor, conduzindo uma pesquisa complexa, cria, ao mesmo tempo, uma ‘deusa’ para protegê-la. Há nessa brincadeira uma convivência muito interessante entre rigor científico e liberdade de imaginação. Como eu a vi desenhar durante reuniões e seminários, gosto de pensar, retrospectivamente, que aqueles desenhos talvez fossem uma espécie de ‘pensamento paralelo pela mão’. Enquanto acompanhava uma discussão, por exemplo, ela podia, ao mesmo tempo, desenhar e traçar linhas e formas no papel. Minha impressão é que, no desenho, diferentemente da estatística ou da demografia, essas linhas não precisavam demonstrar nada e podiam simplesmente seguir seu caminho. Talvez seja justamente isso que mais me interesse nesses desenhos hoje. Acho que eles revelam uma dimensão menos visível de Elza, na qual sua capacidade de abstração e imaginação, tão presente em sua trajetória intelectual, encontrava também uma forma mais livre e lúdica de expressão.”

Jovens
Uma das linhas de pesquisa desenvolvida pelos grupos liderados por Berquó nasceu de sua curiosidade pelo universo dos jovens. Essa preocupação resultou, em um primeiro momento, no projeto “Dar voz aos jovens”, financiado pela FCC e levado a termo em 2012 e 2013. “Focamos em adolescentes de 14 a 19 anos, tentando entender perspectivas relacionadas à sexualidade. Escolhemos 20 participantes, organizados em cinco grupos distintos tanto na cidade de São Paulo quanto em Itapeva, no interior do estado, e produzimos dez vídeos, cinco em cada localidade, feitos por eles”, diz a produtora audiovisual Paula Garcia de Carvalho, da M.HUB Estúdio Criativo. Posteriormente, esses vídeos foram assistidos pelas famílias dos adolescentes, transformados em CD e distribuídos para escolas públicas.

A ideia nasceu de dúvidas que rondavam Berquó. “Eu ficava muito intrigada com a sexualidade dos jovens. Até hoje a Aids não para de aumentar entre eles. A gravidez não planejada também, mesmo com a pílula do dia seguinte e vários outros meios para evitar a concepção. A pergunta era: o que eles estão querendo? Então achei que devia ouvir os jovens sobre sua sexualidade”, explicou em uma entrevista à revista Pesquisa Fapesp publicada em dezembro de 2017.

“A ideia era deixar que os adolescentes falassem por meio de narrativas construídas por eles”, explica Sandra Unbehaum, socióloga da FCC e uma das coordenadoras do projeto. “O interesse de Elza era genuíno, ela queria mesmo entender o que estava acontecendo.” Segundo a pesquisadora, era muito importante para a demógrafa que os jovens se sentissem respeitados e parte desse respeito era ouvi-los.

Para Berquó, entender como os adolescentes pensavam e sentiam era entender o espírito do tempo, observa Carvalho. “Ela dizia que não vivia do passado”, conta. Durante as oficinas para discutir o roteiro, a pesquisadora sentava-se à mesa sem interferir nas discussões entre eles – apenas ouvia. 

Sandra Garcia, do Cebrap, diz que compreender o que estava acontecendo com as novas gerações não era apenas uma curiosidade intelectual: “Ela se inquietava com determinadas questões e procurava pensar no que poderia ser feito concretamente”. Berquó manifestava igual preocupação com o suicídio entre jovens, que vinha aumentando no Brasil e em outros países no final da década passada e começou a trabalhar no tema. “Reunimos um grupo grande de pessoas, de diferentes áreas, para discutir o problema e pensar possíveis formas de intervenção”, diz Garcia. “Chegamos a preparar um projeto para solicitar recursos, e uma das ideias era utilizar as novas tecnologias, por meio de um aplicativo, como forma de chegar aos jovens, sempre com a participação de profissionais da área da saúde.”

Um obstáculo impediu a concretização do projeto. “Falar de suicídio, especialmente entre jovens, é um grande tabu. Tivemos muita dificuldade para conseguir apoio e recursos justamente por se tratar de um tema tão sensível.” Essa iniciativa, de acordo com Garcia, que também trabalhou na coordenação do “Dar voz aos jovens”, revela uma característica que sempre chamou sua atenção: a disposição de Berquó não apenas para compreender questões sociais que a inquietavam, mas também para reunir pessoas de diferentes áreas e buscar formas concretas de enfrentá-las. 

Em entrevista a Debora Tomé na Revista do Cebrap, em março de 2017, Berquó diz como era importante para ela conviver com novas gerações no ambiente de pesquisa. “A gente aprende muito com os erros. Por isso, é fundamental ter um grupo para nos contestar – os próprios alunos são importantes críticos no aperfeiçoamento do trabalho. Eles fazem perguntas que não nos permitimos, ou que não nos ocorrem”, afirmou. “A convivência com equipes mais jovens é muito salutar, inclusive porque se trata de uma geração mais ousada, com menos hierarquias. Abre-se mais o diálogo, surgem novas maneiras de pensar, metodologias diferentes. Compartir é um aspecto fundamental no trabalho de pesquisa. E, para a ciência avançar, é sempre importante aparecer alguém que se insurja, que vá inovar, que proponha um novo olhar.”

Pesquisadoras negras
Berquó manifestou várias vezes, em entrevistas e depoimentos, o orgulho que sentia pela criação de um programa de formação integrado por pesquisadoras negras, no começo dos anos 1990. “A iniciativa surgiu de uma constatação de que, na prática, as jovens negras nunca conseguiam bolsas para estudar aqui ou fora do país”, contou ela no livro Encontros. “O motivo estava na deficiência da formação dessas jovens: elas vinham sempre de escolas públicas e, na competição com as brancas, não conseguiam vencer.”

A demógrafa conseguiu apoio da Fundação MacArthur para oferecer bolsas exclusivamente a mulheres negras. O Programa de Formação de Pesquisadoras Negras começou em 1992 e teve duas edições, cada uma com duração de dois anos, com quatro bolsistas por edição, todas graduadas em ciências sociais. Elas estudaram estatística, demografia e metodologia de pesquisa, foram treinadas para fazer estudos de campo e seguiram até o doutorado. 

A paulistana Raquel Souzas, hoje professora titular da Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi uma delas. “Eu era estudante na USP [Universidade de São Paulo] quando surgiu essa oportunidade no Cebrap”, diz. “Esse projeto tinha importância porque, além do aprendizado com pesquisa, estava vocacionado para pensar a saúde da mulher negra.” A pesquisadora lembra que entrou na graduação em ciências sociais em 1987 e era a única mulher preta de uma turma de 100 alunos. 

“Fui aceita no programa que tinha um ambiente adequado para desenvolvermos novas habilidades. Elza nos mostrou como elaborar e pensar a pesquisa científica”, recorda. Depois do curso, Souzas fez mestrado e doutorado em saúde pública sempre estudando reprodução, raça e gênero. A pesquisadora ressalta que o programa ocorreu dez anos antes de as universidades adotarem o sistema de cotas, que começou a surgir em 2002. 

“Existiam barreiras de todo tipo para avançarmos, o que deixava as mulheres negras muito distantes do nível de formação exigido de um pesquisador”, esclarece. “Eu queria seguir esse percurso, mas não sabia como.” Souzas aproveitou e aprendeu a fazer pesquisa com o rigor necessário à atividade. “A Elza era extremamente rigorosa, muito exigente com os dados e as análises e isso se tornou fundamental também para mim, como professora e pesquisadora”, afirma.

O interesse de Berquó não era limitado à mulher. O sociólogo Luís Eduardo Batista conheceu a demógrafa quando ela esteve na banca de seleção para contratação de dois pesquisadores no Instituto de Saúde, órgão de pesquisa, ensino e avaliação de políticas públicas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), também no início dos anos 1990. Ele foi um dos contratados e, posteriormente, participou de cursos de sexualidade e saúde reprodutiva no Nepo-Unicamp, no qual Berquó sempre fazia questão de ter pesquisadores negros.

Alguns cursos depois, Batista passou a integrar a equipe do grande estudo “Morbidade e mortalidade feminina no Brasil (1979-1995)”, coordenado por Berquó. Ele foi o responsável pela orientação de um grupo do estado de São Paulo que trabalhou no projeto e se tornou um dos pesquisadores e amigos do círculo próximo da demógrafa. O estudo deu origem ao livro lançado em 2001 Morbimortalidade Feminina no Brasil (1979-1995) (editora Unicamp, 2000). 

No final de 2002, o sociólogo defendeu a tese “Mulheres e homens negros: saúde, doença e morte” na Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, sua instituição de origem. “Eu tinha aprendido a fazer análise de dados e provei na minha tese que o racismo que está estruturado na nossa sociedade causava a morte das populações negras”, relata Batista. Em 2003, o então secretário da Saúde da época, Luiz Roberto Barradas Barata [1953-2010], pediu uma indicação para Elza de algum pesquisador preto para ser representante da secretaria no Conselho da Comunidade Negra do Estado de São Paulo. “Elza me contou que respondeu para ele: ‘Da minha equipe? Você tem na sua secretaria o maior especialista nessa área, que acabou de defender um doutorado sobre mulheres e homens negros’”. Resultado: Batista foi nomeado por Barradas como o responsável por pensar estratégias de implementação de política para a população negra na SES-SP. Ficou 10 anos no cargo. Recentemente, ele trabalhou com Nísia Trindade, ministra da  Saúde de 2023 a 2025, em iniciativas para criar políticas de ações afirmativas na pasta. 

Para Batista, sua trajetória é também resultado do investimento que Elza fez em pesquisadores e técnicos negros no Cebrap, no Nepo e na FCC. Em todos esses lugares, a questão racial estava presente, afirma o sociólogo. “Ela dizia o seguinte: ‘Enquanto não tiver nenhum negro que possa fazer isso, daqui onde estou, eu consigo fazer; quando não precisar mais, eu saio’”. Batista relata que há alguns anos estava montando mais um projeto multicêntrico de saúde da população negra e a convidou para coordenar. A resposta: “De agora em diante, eu sou só o nome. Vocês já têm um corpo, já têm pessoas, não precisam mais que eu coordene”. 

Lembranças
Em um dia frio de agosto de 2017, o fotógrafo Léo Ramos Chaves e eu fomos recebidos por Elza Berquó na sua bela e famosa residência na Chácara Monte Alegre, zona sul de São Paulo, projetada pelo arquiteto amigo Vilanova Artigas (1915-1985), em 1967. Foi lá que fizemos a entrevista que seria publicada em dezembro na Pesquisa Fapesp. Ao final, comemos uma fatia de bolo e tomamos café. Antes de sairmos, ela nos levou até uma mesa repleta de objetos trazidos de suas numerosas visitas ao exterior e pelo Brasil. Cada um deles tinha uma história diferente. Ela pediu para escolhermos um, como presente. Alegou que estava distribuindo suas lembranças. 

Escolhi uma miniatura de chaleira com rechaud embutido, chinesa, de 9 centímetros de altura. Trata-se de uma peça semelhante ao samovar, utensílio usado para fazer chá muito popular na Rússia, em toda a Europa Oriental, Ásia e Oriente Médio. Berquó o trouxe de uma viagem que fez à China. Dentro da chaleira havia uma tampinha de Coca-Cola em mandarim, que veio junto. Saí feliz com meu presente, que há nove anos enfeita uma das estantes do apartamento onde moro. Chaves levou dois passarinhos de madeira, provavelmente trazidos do Paraná.

Chaleira com rechaud embutido, que a pesquisadora trouxe de uma viagem à China, e passarinhos de madeira, vindos do Paraná // Léo Ramos Chaves

“Eu mesma recebi alguns desses mimos e presenciei outras pessoas sendo presenteadas por Elza”, conta Sandra Garcia. “Sempre achei o gesto muito bonito: objetos que faziam parte de sua trajetória passavam, assim, a guardar também uma memória de nossa convivência com ela.”

A comunhão é o gesto mais referido pelos amigos e colaboradores de Berquó. “Era como ela gostava de trabalhar, com grande capacidade de unir as pessoas em torno de um tema comum”, observa Sandra Unbehaum, da FCC. Quando foi encarregada de coordenar o documentário lançado este ano, a socióloga logo pensou em juntar os colaboradores mais frequentes de Berquó conversando em volta de uma mesa, como ela fazia em casa ou no Cebrap. “Nessas reuniões de trabalho saíam novas ideias e eram discutidos projetos recentes em andamento ou em desenvolvimento, sempre em torno de xícaras de chá e de fatias de bolo.”

Paula Carvalho, da M.HUB, reforça que a pesquisadora era reconhecida por sua natureza generosa e acolhedora. “Essa característica pessoal, que incluía pequenos gestos de carinho, demonstrava a importância que Elza atribuía às conexões humanas tanto na esfera profissional quanto na vida privada”, destaca a produtora.

Instantes de uma vida produtiva

Um pequeno resumo da carreira e realizações de Elza Berquó

1925 – Elza Salvatori Berquó nasce em 17 de outubro em Guaxupé (MG) 

1947 – Forma-se em matemática na Pontifícia Universidade Católica de Campinas [tem foto]

1950 – Torna-se professora do Departamento de Estatística da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP)

1958 – Conclui o doutorado em bioestatística pela Universidade Columbia (EUA)

1965 – Realiza a pesquisa “Reprodução humana no distrito de São Paulo” e observa pela primeira vez uma queda na fecundidade das mulheres paulistanas

1966 – Funda o Centro de Estudos de Dinâmica Populacional (Cedip) na FSP-USP, o primeiro núcleo de formação em demografia do país

1968 – É cassada pelo AI-5, aposentada compulsoriamente e proibida de entrar na FSP-USP

1969 – É convidada a integrar a equipe de fundadores do Cebrap com Fernando Henrique Cardoso, José Arthur Gianotti, Paul Singer, Cândido Procópio Ferreira Camargo, Celso Lafer, entre outros [tem foto da entrada do Cebrap hoje, não da época, mas dá para usar]

1973 – Começa o estudo multidisciplinar “Pesquisa nacional de reprodução humana”, uma continuação nacional do trabalho sobre a reprodução da mulher paulistana, interrompido pelas cassações; a pesquisa seria concluída em 1978 

1974 – Realiza até 1975 o “Estudo da fecundidade dos estados brasileiros em 1970”

1976 – É uma das fundadoras da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep)

1982 – Funda o Nepo-Unicamp

1991 – Começa o estudo “Saúde reprodutiva da mulher negra”, terminado em 1993

1992 – Cria o Programa para Formação de Pesquisadoras Negras

1995 – Passa a presidir a Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD) de onde saiu em 2002; começa o “Estudo multicêntrico da morbimortalidade feminina no Brasil (1979-1995)”, terminado em 1999

1998 – Começa o estudo “Comportamento sexual da população brasileira e percepções do HIV/Aids”; a pesquisa é repetida em 2005 [tem imagem da capa da revista]

2000 – Torna-se membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC)

2006 – Realiza a “Pesquisa nacional de demografia e saúde da criança e da mulher, PNDS”, que descreve o perfil da população feminina em idade fértil e de menores de 5 anos

2012 – Cria o projeto “Dar voz aos jovens” [podemos usar alguma foto dos jovens]

2013 – Recebe o título de Pesquisadora Emérita do CNPq e Professora Emérita da FSP-USP

2014 – Publicados os primeiros artigos do projeto “Reprodução na juventude e após os trinta anos” sobre o adiamento da reprodução em São Paulo

2019 – Nepo-Unicamp e Cebrap lançam o livro Encontros – Elza Berquó

2021 – Primeira mulher a receber o título de doutora honoris causa na Unicamp

2023 – Nepo-Unicamp e Cebrap lançam o livro Com a palavra, Elza Berquó

2025 –Nepo-Unicamp lança o site 100 anos de Elza Berquó, com publicações, fotos, vídeos e depoimentos

2026 – Lançado em abril o documentário 100 anos de Elza Berquó: tributo; morre em 16 de julho em São Paulo

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