Seu estado tem montanhas?

IBGE publica um mapa com as formas básicas do relevo no Brasil

Um trecho da serra do Espinhaço: os picos da Carapuça, Beiço do Diabo e do Sol, vistos de Catas Altas, Minas Gerais
Um trecho da serra do Espinhaço: os picos da Carapuça, Beiço do Diabo e do Sol, vistos de Catas Altas, Minas Gerais // HVL/Wikimedia

Publicado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o documento Mapa dos macrocompartimentos de relevo do Brasil: Primeiro nível taxonômico do Sistema Brasileiro de Classificação do Relevo (SBCR) organiza o território brasileiro em cinco grandes unidades do relevo: montanhas, planaltos (relevos elevados, com diferentes tipos de topos, incluindo os planos, e declividades variadas), planícies (relevos planos, formados pelo acúmulo de sedimentos), superfícies rebaixadas (topos planos, baixa declividade e bordas escarpadas) e tabuleiros (entre ou às margens de planaltos ou montanhas). 

A principal novidade é o reconhecimento formal das montanhas, pela primeira vez, como unidade básica de relevo. Seguindo critérios internacionais, as montanhas do Brasil são definidas como formas de relevo agrupadas com pelo menos 300 metros de altura em relação às áreas vizinhas, com topos aguçados e encostas íngremes. Geologicamente mais antigas que as de outros países, como o Himalaia e os Andes, sofreram intensa erosão.

Se elas deveriam ser consideradas montanhas ou não era alvo de um longo e intenso debate científico. O reconhecimento dessas formas de relevo no Brasil resultou do trabalho de um grupo de 70 geógrafos e geólogos ao longo de seis anos (Revista Brasileira de Geografia, 2022) e agora foi consolidado na publicação do IBGE.

De acordo com o documento, as montanhas despontam em 20 estados, nas cinco regiões do país. Algumas são mais conhecidas, como o Dedo de Deus, na região serrana do Rio de Janeiro, outras urbanizadas, como os bairros do Alto da Boa Vista, zona norte da capital fluminense, ou recém-identificadas, como o maciço do Urucum, no município mato-grossense de Corumbá.

Minas Gerais concentra 37,3% da área ocupada por montanhas, seguido por Bahia (15,8%), Rio de Janeiro (9,0%) e São Paulo (8,7%). Entre as regiões, o Sudeste concentra a maior extensão contínua de montanhas, que ocupam 0,7% de seu território.

As superfícies rebaixadas são a unidade de relevo predominante no Brasil, correspondente a 47,9% do território nacional. Em seguida aparecem os planaltos, com 37,6%, as planícies, com 8,4%, os tabuleiros, com 2,3%, e as montanhas, com 1,9% do país, de acordo com um comunicado do IBGE.

Mapa do IBGE com as cinco grandes unidades do relevo: montanhas, planaltos, planícies, superfícies rebaixadas e tabuleiros // IBGE

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